quarta-feira, 1 de outubro de 2014

- 16 graus e Bem Vinda a Russia.


21/03/14
Ponte Bolshoy

As 6 da manha, colocava pela primeira vez meus pés na Russia, cheia de receios.
A imigração foi tranquila já que brasileiros não precisam de visto mas a oficial ainda assim foi meio assustadora.
Desembarquei no aeroporto de Moscou e foi só seguir as placas em direção ao Aerorail, o trem que por cerca de 400 rublos liga o aeroporto ao centro de Moscou. Ao chegar na estação de metro é que a dúvida começou. Sacar dinheiro e comprar o ticket do metro foi fácil já que nas maquinas automáticas há a opção inglês. Difícil foi achar um mapa do metro e conseguir entender como ele funciona. É bem assustador o primeiro contato já que o metro é todo em russo e a orientação dele é meio diferente. No fim, você acaba se acostumando e vai ficando mais fácil, mas o primeiro contato é muito “ Oh, Meu Deus!!! O que eu faço ? Pra onde eu vou?”
Digamos que sou uma viajante experiente, me enrolei mas consegui mas pra alguns pode ser bem complicado ate entender  já que os russos quase não falam inglês, entao nem
adianta pedir informações. Fora que simpatia não seria o adjetivo que usaria pra descreve-los.
Enfim, depois da luta pra achar a estação certa e descer nela, outra luta começou: achar o hostel.
Sabia pelo mapa que salvei que estava próximo mas não havia nenhuma placa no local indicando, nenhuma indicação em inglês ou qualquer outra língua. Pra piorar fazia um frio horrível e começava a nevar.  Quando dizem q a Russia  é fria não estão exagerando.
Estava eu meio que dormindo no avião quando escuto o piloto dizer: estamos aterrissando em Moscou…bla bla bla...e a temperatura aqui esta menos 16 graus. Nisso, acordo com um susto. Tá certo que eu não esperava esperava que estivesse calor mas no dia seguinte começaria a primavera e certamente não esperava menos 16 graus. Achei q tivesse entendido errado até, que o correto fosse 6 ou menos 6 graus. Só acreditei realmente quando vi toda aquela neve ao sair do aeroporto.


Enfim, estava lá totalmente perdida no meio do inicio da neve caindo quando uma boa alma percebeu que eu estava procurando o hostel e me levou até lá. Realmente, estava na porta mas sem nenhuma placa era difícil.
Fui recebida pelo Yuri, o staff do hostel, extremamente simpático que sempre me oferecia café e chá e ainda tentou me ensinar algumas palavras em russo durante a minha estadia ( apesar de eu ser um fracasso).
Como meu quarto não estava pronto ainda fui dar uma volta. Peguei a rua Nova Arbat direto, que me deixou na cara do Kremlin, e a primeira visão do Kremlin a gente nunca esquece. O local é lindo, enorme e impressionante. O contraste da cor meio vermelha com o branco da neve, deixava ainda mais belo. Acontece que nesse dia estava realmente frio e ficar na rua era uma tortura, so queria um local quente pra estar.

Kremlin

Kremlin

Kremlin

Kremlin

Rio Moscou

Kremlin

 A visita ao Kremlin pode ser feita diariamente exceto as quintas e se pode comprar ingressos pras igrejas que existem no complexo e pro Armoury Chamber. Comprei a princípio pras catedrais, e confesso que estava era mais interessada num local quente pra me aquecer. Visitei as principais catedrais do Kremlin após cruzar a belíssima ponte vermelha. As Catedrais  Ortodoxas russas são muito bonitas e coloridas e tem uma ESTRUTURA INTERNA diferente do que estamos acostumados no ocidente.
Catedrais no Complexo do Kremlin



Das catedrais caminhei pelo belíssimo jardim Alexandrovsky que estava cobertos de neve e sai do complexo do Kremlin. Continuei rodeando-o por fora, seguindo o rio Moscou até embasbacar com a beleza da catedral de São Basilico( WOW!!!!). Estava vendo-a, naquele momento, por trás e mesmo assim fiquei encantada. Fui me aproximando da  famosa Praca Vermelha até dar de cara com ela e é realmente belíssima, e me faltam palavras pra descreve-la.  Entrei pra ver seu interior, é bonito mas não se compara ao exterior.
Sao Basilico




Ao sair da São basilico pude observar mais a famosa Praca Vermelha  do qual tanto tinha ouvido falar dos livros de História.  Alem da catedral de São basilico conta também com o Kremlin, o belíssimo prédio do Museu Histórico do Estado e o Gum ( um grande shopping) SIM, LENIN morreria de novo ao saber que há um shopping na praça vermelha, em frente ao seu mausoléu.
Como estava realmente frio e meus dedos doiam de frio, entrei no shopping Gum pra me aquecer um pouco e aproveitar e ter um almoço tardio.

Praça Vermelha

Museu Histórico do Estado

GUM

GUM


Do prédio atravessei o arco do prédio do museu e entao estava novamente no  belíssimo jardim Alexandrovsky. Decidi então entrar no museu ( era impossível ficar na rua pelo frio). O Museu Histórico do Estado parecia interessante mas quase toda a informação do acervo era em russo não me dando oportunidade pra aprender tanto. Valeu muito mais a beleza do prédio por fora que por dentro. Depois atravessei de novo a praca vermelha pra pegar a ponte Bolshoy que fica bem em frente a São Basilico. Dessa ponte se tem uma linda visão da praça vermelha, que ouso dizer que é a praça mais bela em que já estive. Segui a ponte até o fim e depois voltei, sempre contornando o rio e seguindo o caminho de volta ao hostel.




Vista da Ponte 

Kremlin

sábado, 27 de setembro de 2014

Barcelona: Born e Raval


20/03/14

Último dia em Barcelona já que a noite pegaria um avião pra Moscow. Estava um pouco preocupada em ir pra Moscou devido a crise com a Criméia e o receio de uma guerra mas enfim, não é como se a Ucrânia fosse invadir Moscou. Além do mais, passagens compradas e tudo. 
No meu último dia em Barcelona, infelizmente, meu celular acordou morto e perdi quase todos os relatos que tinha escrito anteriormente da viagem, foi o q mais doeu. Além disso não foi possível esperar o lançamento do novo Galaxy S5 e acabei tendo que pagar um preco alto no S4, mas enfim, sem lamentos. 
Comecei o dia com um passeio pelo bairro do Born, pela Rambla del Born e indo até o Mercado del Born, um antigo mercado que durante uma reforma descobriram ruínas de uma Barcelona antiga. Atualmente, essas ruínas estão lá em exposição pra quem quiser ver. 
Rambla del Born

Mercado del Born

Mercado Del Born

Já tinha passeado pela Rambla del Born anteriormente com o Joanderson mas decidi fazer  novamente com mais calma. Acho que da vez anterior, a noite, foi mais agradável já que os cafés estão mais movimentados. Depois do Born, segui andando em direção a orla e caminhei por Barceloneta num belo dia de sol, apesar do frio. 
Barceloneta

Barceloneta

Barceloneta

Deveria ter ido ao Museu de História de Catalunha lá perto mas estava meio preocupada em estar sem celular, então acabei indo a plaza Catalunha já que infelizmente a minha dependência de smathphones é grande. 
Lá comprei um Galaxy S4 e feliz por estar conectada mandei mensagem pro Joanderson que me encontrou em poucos minutos e me levou pra conhecer o bairro que morava, o Raval do outro lado da Rambla. 
O raval é o bairro mais antigo de Barcelona e até pouco tempo considerado perigoso pela forte presença de imigrantes. Atualmente, o bairro vem se revitalizando. Passeamos pela mais modesta Rambla do Raval, pela biblioteca do bairro, pelo museu de arte contemporânea de Barcelona e muitas outras ruazinha. 
El Raval

El Raval

Depois foi hora de me despedir e voltar ao hostel pra arrumar minhas coisas pra viagem. Meu ônibus partiria as 22:40 pra Moscow. Peguei o aerobus na praca Catalunha onde há onibus a cada 5 minutos. 35 minutos depois chegava no aeroporto El Prato onde embarcaria  pra Russia.

domingo, 21 de setembro de 2014

Montserrat

19/03/2014


Acordei cedo, e me dirigi a plaza Espanya, da estação de lá partia o trem pra Montserrat, um bate e volta perfeito de Barcelona.
Comprei o ticket que incluía passagem de ida e volta no metro, trem ida e volta pra Montserrat, cremalheira pra subir e descer ao monte e uso ilimitado dos funiculares por lá e custou 27 euros.
Embarquei no trem as 9:33 e após cerca de 1h15 cheguei na estação de Montserrat. Ao chegar a estação é possível escolher entre ir de cremalheira ( uma espécie de trem) ou de aero ( uma espécie de bondinho) na verdade, se vc vai de aero deve descer 1 estação antes.
Acabei optando por ir e voltar de cremalheira e da estação até o topo foram cerca de 15 minutos. A vista era  legal mas nada espetacular.







Chegando lá, primeiro fui ao mirante, perto do restaurante, a vista era bonita mas a névoa dificultava um pouco. Tirei algumas fotos e entao me dirigi pra entrada do monasterio e basílica pois as 13h e 18:45 a Escoleria, um dos mais antigos coros de menino se apresenta lá, e queria ouvi -los.
A entrada na basílica é grátis, e pontualmente as 13h o coro dos meninos começou, È algo rápido, não dura nem 15 minutos mas é legal de ver e ouvir.
Quando acabou o coro, foi hora de ir a segunda grande atracão da basílica, a Virgem de Montserrat, conhecida como La Moreneta, devido a sua pele negra.
Tem uma filazinha chata pra ver a Virgem mas até que não demora muito.









Depois do coro dos meninos e de ver a imagem da santa, o melhor do dia começou.
Em Montserrat há varias trilhas que podem ser feitas e há varias placas indicando o caminho. Há ainda 2 funiculares que ajudam em muito as trilhas, o de Sant Joan e o de Cava Baja. 
Escolhi primeiro ir ao de cava baja, que chega lá embaixo em cerca de 5 minutos. Ao chegar há uma trilha de cerca de 20 minutos, com uma paisagem muito bonita que leva a uma igreja. Algo legal é que durante a trilha há varias estatuas, incluse uma delas foi projetada por Gaudi. 


Depois de fazer o percurso ida e volta da trilha, era hora de pegar o segundo funicular, o que sobe, o de Sant Joan. Infelizmente, já estava meio tarde e a hora do último funicular de volta estava próxima. Foi uma pena, pois a subida no Sant Joan foi a melhor parte do dia. Lá em cima é incrivelmente bonito e há também varias opções de trilhas.
Dizem que a trilha mais bonita é a de San Geronimo mas levava 1 hora e eu não tinha tempo, optei por fazer entao as mais rápidas as de que duravam cerca de 15 a 20 minutos. A paisagem é realmente linda, e doeu não poder ter ficado mais tempo.


Enfim, tive que descer, e entao descobri que havia outra trilha próxima a entrada dos funiculares que era possível fazer em cerca de 20 minutos e óbvio que fui.
O caminho não é muito bonito mas a recompensa do final vale a pena, a vista que se tem de Montserrat é bem bonita.
Infelizmente, quando voltei, o museu audiovisual estava fechado, depois das 17:30 não há mais nada aberto por lá, nem os restaurantes, e então era hora de voltar a Barcelona. Após todo o trajeto de volta, descobri numa rua paralela a Rambla, indo em direção ao Raval um restaurantezinho despintado mas com ótima comida e preço.