domingo, 22 de fevereiro de 2015

Phnom Phen - Killing Fields e S-21 Aviso: Esse não é um post feliz

28/04/2014

vitimas

Que o Camboja tinha uma história triste eu já sabia mas os detalhes eram ainda meio que obscuros pra mim. O dia hoje foi pra conhecer mais da história desse país.
Nos anos 70, o Camboja vivia em meio a uma guerra cívil, até que em 17 de abril de 1975 os Khmer vermelhos, liderados por Pol Pot assumiram o poder. 
Pol Pot era um fanático que sonhava com uma revolução comunista total e imediata e uma sociedade totalmente agrária e auto suficiente. Em apenas 3 dias no governo, expulsou toda a população da cidade pro campo, fechou escolas, museus, universidades, hospitais e instituições que ele considerava impróprias. De 1975 a 1979, matou mais de 
3 milhoes de pessoas (5% da populção do país).
Prendia, torturava e executava pessoas comuns que em sua mente doentia acreditava ser uma ameaça a seus sonhos loucos. Pessoas que nem sabiam porque estavam sendo presas. 
Em 1979 os Vietnamistas libertaram a população, mas Pol Pot não chegou a ser punido por seus crimes, tendo uma vida boa por sinal, morrendo com mais de 80 anos.
Em Phnom Phen, os melhores locais pra se conhecer um pouco de tudo que aconteceu são o Killing Field ( um campo de extermínio a 15km do centro)  e o Genocide Museum,
ou apenas S-21 como é conhecido, uma antiga prisão.É perfeitamente possível ir a ambos no mesmo dia. Negociei quando acordei mesmo umas 9h com um tuk 
um tuk que me cobrou 12 dólares ( após negociação) pra me levar aos 2 locais. 
Fomos primeiro ao Killing Field. A entrada custou 6 dólares com o audio guia que dura 
cerca de 1h se ouvi-lo todo. O audio guia percorre o campo de extermínio contando um pouco da historia do que aconteceu lá. Acredita-se que mais de 20.000 pessoas
foram mortas lá. 
Ainda é possível ver as covas comuns com restos de roupas e pedaços de ossos e dentes que a chuva continua levando a superfície de tempos em tempos. É um local triste mas foi uma visita muito interessante. 



Ossos

Ossos e Roupas




De lá, seguimos pra S-21, um antigo colégio transformado em prisão na época e que hoje é possivel ver as celas, e há uma especie de centro informativo sobre as 
vitimas presas lá, bêbes inclusive, por mais inacreditável que isso seja. E o pior Cambojanos matando Cambojanos...



criança presa na S-21

Depois das 2 visitas voltei ao hotel. Aproveitei pra ir aos Correios e enviar os postais escritos no dia anterior e dei uma volta pelos arredores mesmo. Dia pesado mas valeu a pena.


Phnom Phen

27/04/2014



No dia anterior, havia reservado minha passagem de Siem Reap pra capital Phnom Phen. Me falaram que a melhor cia era a Giant Ibis pois tinha wifi e ônibus comfortável. 
O wifi funcionava mal e porcamente só sendo util pra enviar mensagens de
texto por whatsapp, fora isso nada. 
A estrada até a capital era bem ruim e a viagem levou cerca de 7h.
O ônibus me deixou na sede da empresa, um tuk tuk me cobrou 3 dólares pra me deixar no hotel. Disse que pagaria 1 dólar e ele aceitou 
muito rápido, então, talvez tenha pago até demais porque era realmente muito perto. 
Meu hotel-bar foi o Lovely Jubbly Place.
Meu quarto ficava no primeiro andar e no andar inferior havia um bar com música em última altura, achei que minha noite seria um pesadelo
mas foi até tranquila.
Depois de relaxar e de um banho, fui em direção ao Rio Tonle Sap, e a região da beira do rio que é a espécie de Leblon do Camboja, nas duas devidas proporções.
A orla era rodeada de  restaurantes e bares, e pessoas, em especial locais passeando por lá, afinal era um dia de domingo.
Em frente ao rio fica também o Royal Palace e Silver Pagoda. 












O Royal palace é um complexo de construções que serve de residencia do rei da Camboja, sim, o Camboja é um reino, e dizem que o rei é um cara muito gente boa, por sinal. 
Fiquei bastante surpresa em saber que a Camboja tinha um rei, em especial após conhecer um pouco cobre a história triste do país com os khmer vermelho, mas isso é assunto pra depois.
Segui pela beira do rio, que tem um grande calçadão que se estende por alguns km. Fiquei ali um pouco, observando a vida das
pessoas. É bem interessante  como por aqui a vida obriga as crianças a serem muito mais independentes que as crianças ocidentais, já que  a vida dura exige delas mais responsabilidade cedo.





Continuei seguindo pelo calçadão percorrendo a orla com seu transito caótico.
Ao percorrer o sudeste asiático, acabei descobrindo que 1 moto pode caber 4 adultos e numa bicicleta até 5 crianças.
Como era domingo, pude ir ao night market que por aqui só acontece aos finais de semana. Uma coisa legal é que ele é frequentado realmente pelas pessoas que vivem
aqui e não por turistas como os outros que visitei. Outra coisa legal é que não vende souvenir e sim coisas que se usa no dia a dia.
Fiquei um tempo por lá, experimentei o caldo de cana cambojano, parei pra jantar no caminho e terminei a noite no bar do hotel mesmo, escrevendo meus postais pros amigos brasileiros.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Siem Reap: Angkor parte III

26/04/2014



Acho que estava satisfeita com a quantidade de templos vistos até então, afinal, não era o objetivo ser uma especialista em cultura Khmer. Decidi, então passar o dia no hotel, 
sair pra tomar café da manhã e almoçar e depois voltar pra cama pra recuperar as energias. Como tinha gostado muito de Ta Phomn e como tinha ido a Angkor Wat pela manhã ( que é uma hora ruim pra fotografia pois a camêra fica contra o sol) Decidi voltar no fim da tarde. Visitei novamente Ta Phomn vendo as coisas com mais detalhes que dá vez anterior e segui pra Angor Wat pra vero sol se por. 
A luz estava muito mais propicia a fotos do local. Apesar de achar q não fiquei no melhor local pra ver o sol se por e ter chegado meio tarde. Achei bem mais
bonito ver durante o caminho quando o sol descia em direção ao rio. 
De volta a cidade fui dar minha última volta no Night Market e terminei o dia com uma massagem por 5 dólares a hora.
Por um mundo onde todos se vistam como turistas japoneses











terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Siem Reap: Angkor parte II

25/04/2014


No dia anterior, a menina melhor vendedora EVER, me recomendou visitar um templo que dizia ser seu favorito o Banteay Srei. Ficava um pouco mais afastado dos outros, então 
achei q seria mais confortável ir de tuk tuk. Combinei com o motorista que me levaria lá por 20 dólares.
No caminho paramos em alguns templo do big tour como até enfim chegarmos a Banteay Srei.
Apesar de ser pequeno é considerado uma das joias de Angkor devido a riqueza de detalhes. Depois dele ainda visitamos um outro templo no caminho de volta a Siem Reap.
Apesar de ser chamado de Big Tour, ele é bem mais rápido que o small tour e lá pelas 15h estava de volta a Siem Reap.
Tentei ainda dar uma volta pela cidade mas era impossível naquele horário devido ao forte calor, e só voltei a sair novamente depois do por do sol.