sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cuba e a Internet

Em Cuba,  internet é algo raro, caro e ruim. Um artigo de luxo pra maioria dos cubanos. As pessoas comprar cartões pré pagos que custam 3 CUC (USD) UMA HORA.
Pra ter ideia do quanto isso é caro pros cubanos, um médico em Cuba ganha cerca de 70 CUC por mês. Há muitos poucos pontos na cidade que existe internet, então as pessoas todas se reúnem nessas poucas praças e pagam a 1 cara que gera WiFi no notebook pra todos por um determinado preço. Agora são 10h Da manhã e a praça nem está muito cheia mas esperem até a noite quando eles saírem do trabalho. É uma multidão querendo 1h de internet pra falar com a familia (90% deles tem familia em outros países) que está longe e eles não tem permissão do governo pra visitar( os cubanos não tem permissão pra visitar outros países) aqui internet nem é pra ficar acessando facebook e instagram como a gente, é pra matar saudades da familia que muitos não vêem há anos




Havana - Cuba -Ciudad Vieja


08/10/2015


As malas demoraram tanto mas tanto mas tanto no aeroporto de Havana que a única explicação possível é que só tenha um funcionário que traz uma a uma, cada mala, pelas mãos. Isso também justifica a longa espera entra uma mala e outra.
Enfim, passei pela imigração, que felizmente nãos exigiu o seguro de viagem que eu não tinha feito. Como combinado previamente com o hotel, um taci me esperava no aeroporto com aquela plaquinha linda com meu nome. Uma corrida de 20 minutos me custou 25CUC ( 25 USD).
Fiquei hospedada na Casa Israel, uma casa particular, tipo de hospedagem muito comum em Cuba.
Ary, a dona, se mostrou bastante atenciosa com as dicas iniciais. O quarto era simples, típico das casas antigas, mas bem limpinho. Como sempre, doida pra aproveitar cada momento deixei as malas no quarto e segui pra rua. Como a fila do banco estava grande, e estava impaciente, e segui com meus 30CUC mesmo.
Em Cuba, o melhor é levar euros e trocar por CUC. Eles cobram 10% de taxa caso a moeda de troca seja dólar americano. Dinheiro de plástico é inútil por lá.
Segui então pro meu dia pela Ciudad Vieja de La Habana
Fiquei hospedada na Calle San Rafael e segui por ela até o Parque Central ( de onde saem ônibus hop on hop off). No parque Central havia vários carros conversíveis antigos, parecia que tinha voltado no tempo.

Em frente ao Parque Central peguei a Calle Obispo, uma agradável rua de pedestres comercial, onde parei numa feirinha de artesanato numa das casas da rua. Segui pela Obispo até a Plaza de Armas, onde visitei a Biblioteca Pública e o Castillo de La Real Fuerza. Na praça também há outras construções importantes como o Museu de História Natural e o Palácio dos Capitães Generais .
No Castillo de La Real Fuerza, por uma pequena "propina", uma funcionária serviu de guia e explicou bastante coisa lá dentro ( até mais do que eu estava interessada).



Próximo destino foi a Plaza de La Catedral e de lá segui pra Plaza San Francisco onde passei pela Igreja de San Francisco e tomei chocolate no Museu de Chocolate ( que na verdade é uma espécie de confeitaria)
Depois segui pra Plaza Vieja, que achei bastante charmosa. Queria visitar a Camara Oscura mas aquela hora do dia já estava fechada.
Aproveitei então pra degustar cervejas artesanais na Cervecaria Plaza Vieja, com boa música cubana ao vivo.
Segui então de volta pra San Rafael, onde estava hospedada.  No caminho parei no Parque Central onde acontece um típico "espetáculo cubano".
Aqui as pessoas não tem acesso a internet em casa, sem falar que ela é cara e ruim.
As pessoas se reinem em alguns poucos pontos da cidade onde há sinal e compram um cartão pré pago caro pra poder acessar a internet. Nesse Parque Central ficam uns caras que roteiam o acesso deles por 1 ou 2 CUC a hora ( mais barato que o cartão pré pago)
Aproveitei pra acessar por alguns minutos. Voltei então pro hotel para um banho e descansar. Um pouco depois fui tomar um daiquiri ao som de boa música cubana no famoso bar La Floridita, o berço do daiquiri.


sábado, 14 de novembro de 2015

O Retorno. Uma vez fui viajar e não voltei...

09/06/2014
Deixei Istambul, fiz conexão em Londres e no fim da noite cheguei ao Rio de Janeiro.
Foram mais de 4 meses, muitos países, muitas cidades e grandes experiências. Agradeço a Deus pela oportunidade de ter vivido essas experiências maravilhosas.
Hoje escrevo mais de um ano depois com saudades das minhas andanças pelo mundo e a certeza de que escolha melhor não poderia ter feito.
Relembro um texto de autor  que achei na internet

Uma vez fui viajar e não voltei.
Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.
Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.
Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.
Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.
Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.
Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.
Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.
Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.
Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.
Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.
E quer saber?
Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.
Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.
E ainda tenho muito que aprender.
Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.
Uma fez fui viajar…
e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta.
(Marcelo Penteado)

Istambul

08/06/2014


Meu ultimo dia em Istambul, não começou fácil, o que imaginava se concretizou e acordei gripada.
 A moleza, o cansaço, a febre e a dor no corpo nem me deixaram aproveitar a cidade
em meu ultimo dia como deveria. Caminhei um pouco pelas ruas onde comprei algumas lembrançinhas de última hora, mas não me sentia bem, então voltei pro hotel pra descansar, arrumar a mala e me preparar pro retorno, no dia seguinte.








domingo, 8 de novembro de 2015

Istambul - O lado asiático

07/06/2014


O Grande Bazar se tornou uma parada constante nos meus dias na cidade. No dia anterior achei que tivesse encerrado minhas idas por lá, mas acabou que minha mãe me fez uns pedidos
de última hora e acabei voltando pras compras finais. Achei as coisas no Grande Bazar um pouco mais caras quando comparado a outras partes da cidade. Fiz as minhas compras, e como
tinha outros planos em mente, não demorei muito por lá.



Em Eminonu mesmo peguei o ferry por 3TL em direção ao lado asiático da cidade. Uma das  coisas fascinante em Istambul é o fato da cidade ficar parte na Europa e parte na ásia. Resumindo, você pode trocar de continente em poucos minutos sem sair da cidade.
Em cerca de uns 15 a 20 minutos, o ferry me deixou em Kadikoy, na parte asiática da cidade.
Como não tinha lido muito, nem planejado, sai andando meio sem rumo percorrendo o bairro, confesso, apesar do pouco tempo que passei lá gostei muito.
Tudo muito animado, muitas lojas, bares, restaurantes. Peguei a Rua Moda e fui andando até uma região chamada Moda, muito popular por lá, cheia de novamente, muitos bares. A beira Rio fica lotada de pessoas nos restaurantes e cafés ou simplesmente caminhando.










Passei um tempo em Kadikoy, andando por andar e próximo das 18h peguei o ferry novamente em direção dessa vez a Karakoy, onde tinha combinado de encontrar um novo amigo turco que
fiz nas proximidades da Torre Galata.
De lá, ganhei um tour grátis de pelo Bosforo. O tour foi bem interessante, passando por locais muito bonitos da cidade. A iluminação noturna dos prédios e das pontes deixa tudo muito encantandor. Depois do tour de cerca de 2h, a noite terminou em outra região boêmia de Istambul, Ortukay. Alias, pra quem gosta de festas, bares, locais animados, Istambul é um destino perfeito, já que como pude perceber, os turcos gostam mesmo de se divertir.


sábado, 7 de novembro de 2015

Istambul - Boukoleon Palace

06/06/2014


Primeira visita do dia foi ao Palácio Boukoleon, um dos palácios bizantinos da antiga Constantinopla.
Foi o compromisso " oficial" do dia. Depois foi andar descompromissada pelas ruas de Istambul, que é uma cidade adorável pra apenas se caminhar sendo apenas um viajante.







sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Istambul - Pierre Lotti Café

05/06/2014


Devido eu ter perdido os relatos desse dia, minha memória não me ajuda muito, agora que tento escrever sobre o dia 5 de junho de 2014 em Istambul.
Lembro que comecei o dia pegando um onibus de linha até a igreja museu São Salvador em Chora.
De lá andei um pouco pela região e peguei outro onibus em direção a Eyup.
Por que Eyup?


Há alguns anos um amigo me mostrou a foto desse café charmoso com uma bela vista. Não sabia o nome do café, muito menos a cidade, mas naquele momento, desejamos estar lá. Depois descobri que a cidade era Istambul, e o café se chama Pierre Lotti. Em Istambul, nada mais justo do que ir lá.
Em Eyup, perto da praça onde fica a mesquita de Eyup, há um teleférico que é uma das maneiras de subir a colina onde fica o Café, é possível também subir caminhando.
Ao chegar lá, a vista era realmente excepcional, e aproveitei também pra tomar um forte café turco.






Depois disso voltei a parte mais nova da cidade, parei na praça Taskin e pude conhece-la com mais tranquilidade.
A praça está sempre lotada.
Fim de noite como sempre foi em Beyoglu.