quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Domingo em Moscou é dia de parque e circo


23/03/2014


Acordar cedo na Russia estava um problema, mas enfim, estava de férias, as coisas devem ser agradáveis. Novamente sai do hotel na hora do almoço e peguei o metro até a estação Vorobyovy Gory, uma estação que fica em cima de uma ponte e que havia  lido que se tinha uma das melhores vistas de Moscou. Enfim, não sei o que fiz de errado mas não achei isso.
Tem uma vista legal do rio mas nada espetacular. Achei que deveria subi, então o tal parque que fica do outro lado da ponte, afinal podia ser de lá a tal vista maravilhosa,
Subi o monte do parque que estava meio sem graça, todo desfolhado do inverno, e novamente, não achei nada demais na vista. 





Decidi, então atravessar novamente a ponte, indo em direção ao lado oposto do parque no sentido convento Novodevichy. Foi uma longa caminhada beirando o rio, com várias pessoas  andando de patins, correndo e andando de bicicleta.
Depois de 2km de caminhada, cheguei enfim ao convento, e realmente era muito bonito por fora, por sinal, o convento fica num parque e havia um lago fofissimo que estava congelado. 
Acho que a entrada no convento não é paga, só se paga se você quiser entrar na igreja lá dentro e nos museus, o que acho meio desnecessário, mas por burrice acabei pagando. 









Depois da visita ao convento peguei o metro ate a estação Universitet e de lá segui passeando pela universidade em direção ao Arranha céu de Stalin Seven Sisters. Os prédios são belos e impressionam. 


Apóss, achei que não ia dar tempo mas consegui chegar  pra assistir a apresentação do circo do Nikulin. Não podia ir a Moscou e não visitar seus famosos circos.
Nikulin é um dos principais, paguei caro por um ótimo local mas valeu a pena. Não espere o glamour todo do circo de Soleil. É o circo na sua essênciam simples mas os artistas eram muito talentosos.
Adorei as focas e os acrobatas e foi uma ótima maneira de passar o domingo. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Moscou: Cristo Salvador, Tretyakov e Parque Gorky

22/03/2014

Meu segundo dia em Moscou foi um sábado. e pra minha surpresa a temperatura estava muito mais agradável do que o dia anterior, e bom pra caminhadas ( Viva a Primavera!)
Acabei acordando muito tarde nesse dia, afinal, numa viagem longa como essa fica difícil manter um ritmo intenso sempre, logo, quando sai do hostel já passava das 14h. 
Segui caminhando, apesar de ter sido uma boa caminhada até a Catedral Ortodoxa de  Cristo Salvador. A entrada era grátis, e segue o mesmo estilo das catedrais russas, bem 
bonita tanto por fora como por dentro. Bem atrás da catedral fica a Ponte do Patriarca de onde se tem as melhores vistas da catedral. 
   
Ponte Patriarca


Catedral Cristo Salvador



No fim da ponte ha uma praça com varias estátuas,  e seguindo por ela se chega a New Galeria Tretyakov, uma galeria de arte russa, moderna e contemporânea. 
Foi bem dificil descobrir o que ela era já que nãoo havia nenhuma placa em inglês ( Isso é Moscou, baby). Não cheguei a entrar mas bem em frente a galeria fica a entrada do parque Gorky, um parque bem popular entre os russos pelo que notei, já que estava lotado de pessoas andando de patins, comendo, crianças brincando e tudo mais que se espera de um parque. 
No caminho pro parque quando se vai beirando o rio Moscou, saindo da porte do Patriarca, há uma enorme estátua, bem feia por sinal: È a estatua de Pedro o Grande ( o tzar do império russo). 


Parque Gorky

Parque Gorky



Pedro, o Grande

Quando parei no parque, pra almoçar, acabei pedindo uma coca cola e recebi uma bebida estranha, tentei argumentar que aquilo não era coca cola, mas o atendente me disse que era melhor e que deveria tomar essa mesmo.
Enfim, fazer o que...
Depois do parque voltei caminhando pelo mesmo caminho que havia tomado pra ir, sempre beirando o rio Moscou. 
Rio Moscou



Como já estava anoitecendo, e pra não perder tempo, decidi ir fazer um tour por uma atração turística meio incomum: o metro. Sim, as estações de metro em Moscou podem ser verdadeiras obras de arte, mais parecendo um museu do que estações. Fui visitar as que li que eram as mais bonitas:  Arbatskaya, Komsomolskaya e Novoslobodskaya, Kropotkinskaya, Mayakovskaya na linha verde (aprecie os mosaicos no teto) Prospekt Mira, Kievskaya e Ploshchad Revolutsii, e realmente não me arrependi, todas muito bonitas. E por sinal, como viajante experiente, Moscou foi a primeira cidades que já fui com Wifi dentro dos trens de metro ( Chupa Ocidente).

Estações de Metro





Estação de Metro


Quando meu tour pelas estações de metro terminou já estava ficando tarde, hora de voltar pro hostel pra descansar depois de um jantar. 
Fui a um restaurante na rua Arbat, a velha Arbat que é uma rua bem turística ( pros padrões russos, afinal, não se nota a mesma quantidade de turistas que se tem em Paris, e são turistas mais locais).
Rua Velha Arbat

Velha Arbat

Velha Arbat

 Enfim, escolhi um restaurante com um aspecto muito legal e que havia english menu, quis tomar uma cerveja e apontei pra beer no cardápio, mas as atendentes não sabiam inglês e não sabiam o que a palavra beer significava. Enfim, depois de muito rebuliço no restaurante, um pergunta pra outro que pergunta pra outro, descobriram o que era beer e trouxeram minha cerveja. Não estou reclamando dos russos não falarem inglês, mesmo porque no Brasil também não se fala. Sei que eu devo me adaptar ao país e não o país a mim, mas qual o sentido de um english menu se os funcionários não entendem o tal menu em inglês? Depois disso, foi realmente hostel e cama.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

- 16 graus e Bem Vinda a Russia.


21/03/14
Ponte Bolshoy

As 6 da manha, colocava pela primeira vez meus pés na Russia, cheia de receios.
A imigração foi tranquila já que brasileiros não precisam de visto mas a oficial ainda assim foi meio assustadora.
Desembarquei no aeroporto de Moscou e foi só seguir as placas em direção ao Aerorail, o trem que por cerca de 400 rublos liga o aeroporto ao centro de Moscou. Ao chegar na estação de metro é que a dúvida começou. Sacar dinheiro e comprar o ticket do metro foi fácil já que nas maquinas automáticas há a opção inglês. Difícil foi achar um mapa do metro e conseguir entender como ele funciona. É bem assustador o primeiro contato já que o metro é todo em russo e a orientação dele é meio diferente. No fim, você acaba se acostumando e vai ficando mais fácil, mas o primeiro contato é muito “ Oh, Meu Deus!!! O que eu faço ? Pra onde eu vou?”
Digamos que sou uma viajante experiente, me enrolei mas consegui mas pra alguns pode ser bem complicado ate entender  já que os russos quase não falam inglês, entao nem
adianta pedir informações. Fora que simpatia não seria o adjetivo que usaria pra descreve-los.
Enfim, depois da luta pra achar a estação certa e descer nela, outra luta começou: achar o hostel.
Sabia pelo mapa que salvei que estava próximo mas não havia nenhuma placa no local indicando, nenhuma indicação em inglês ou qualquer outra língua. Pra piorar fazia um frio horrível e começava a nevar.  Quando dizem q a Russia  é fria não estão exagerando.
Estava eu meio que dormindo no avião quando escuto o piloto dizer: estamos aterrissando em Moscou…bla bla bla...e a temperatura aqui esta menos 16 graus. Nisso, acordo com um susto. Tá certo que eu não esperava esperava que estivesse calor mas no dia seguinte começaria a primavera e certamente não esperava menos 16 graus. Achei q tivesse entendido errado até, que o correto fosse 6 ou menos 6 graus. Só acreditei realmente quando vi toda aquela neve ao sair do aeroporto.


Enfim, estava lá totalmente perdida no meio do inicio da neve caindo quando uma boa alma percebeu que eu estava procurando o hostel e me levou até lá. Realmente, estava na porta mas sem nenhuma placa era difícil.
Fui recebida pelo Yuri, o staff do hostel, extremamente simpático que sempre me oferecia café e chá e ainda tentou me ensinar algumas palavras em russo durante a minha estadia ( apesar de eu ser um fracasso).
Como meu quarto não estava pronto ainda fui dar uma volta. Peguei a rua Nova Arbat direto, que me deixou na cara do Kremlin, e a primeira visão do Kremlin a gente nunca esquece. O local é lindo, enorme e impressionante. O contraste da cor meio vermelha com o branco da neve, deixava ainda mais belo. Acontece que nesse dia estava realmente frio e ficar na rua era uma tortura, so queria um local quente pra estar.

Kremlin

Kremlin

Kremlin

Kremlin

Rio Moscou

Kremlin

 A visita ao Kremlin pode ser feita diariamente exceto as quintas e se pode comprar ingressos pras igrejas que existem no complexo e pro Armoury Chamber. Comprei a princípio pras catedrais, e confesso que estava era mais interessada num local quente pra me aquecer. Visitei as principais catedrais do Kremlin após cruzar a belíssima ponte vermelha. As Catedrais  Ortodoxas russas são muito bonitas e coloridas e tem uma ESTRUTURA INTERNA diferente do que estamos acostumados no ocidente.
Catedrais no Complexo do Kremlin



Das catedrais caminhei pelo belíssimo jardim Alexandrovsky que estava cobertos de neve e sai do complexo do Kremlin. Continuei rodeando-o por fora, seguindo o rio Moscou até embasbacar com a beleza da catedral de São Basilico( WOW!!!!). Estava vendo-a, naquele momento, por trás e mesmo assim fiquei encantada. Fui me aproximando da  famosa Praca Vermelha até dar de cara com ela e é realmente belíssima, e me faltam palavras pra descreve-la.  Entrei pra ver seu interior, é bonito mas não se compara ao exterior.
Sao Basilico




Ao sair da São basilico pude observar mais a famosa Praca Vermelha  do qual tanto tinha ouvido falar dos livros de História.  Alem da catedral de São basilico conta também com o Kremlin, o belíssimo prédio do Museu Histórico do Estado e o Gum ( um grande shopping) SIM, LENIN morreria de novo ao saber que há um shopping na praça vermelha, em frente ao seu mausoléu.
Como estava realmente frio e meus dedos doiam de frio, entrei no shopping Gum pra me aquecer um pouco e aproveitar e ter um almoço tardio.

Praça Vermelha

Museu Histórico do Estado

GUM

GUM


Do prédio atravessei o arco do prédio do museu e entao estava novamente no  belíssimo jardim Alexandrovsky. Decidi então entrar no museu ( era impossível ficar na rua pelo frio). O Museu Histórico do Estado parecia interessante mas quase toda a informação do acervo era em russo não me dando oportunidade pra aprender tanto. Valeu muito mais a beleza do prédio por fora que por dentro. Depois atravessei de novo a praca vermelha pra pegar a ponte Bolshoy que fica bem em frente a São Basilico. Dessa ponte se tem uma linda visão da praça vermelha, que ouso dizer que é a praça mais bela em que já estive. Segui a ponte até o fim e depois voltei, sempre contornando o rio e seguindo o caminho de volta ao hostel.




Vista da Ponte 

Kremlin